Hoje o dia foi só meu, como será também o amanhã e o depois.
Há tempos já não sabia o que de fato significava ter a mim um dia. Aprofundar-me em meu próprio mundo, cheio de qualidades e defeitos, erros e acertos.
Conhecer novas pessoas, lugares. Também filmes, músicas, artistas, bebidas, (por que não?) e outras coisas que há muito já não apreciava com o mesmo paladar de outrora.
Agora, ligo um filme. "O Exorcista", de William Peter Blatty, é claro, para recordar-me dos bons tempos puerícios na casa dos amigos, onde éramos experts em filmes de horror para assustar as garotas, abraçá-las e levá-las 'para o canto'. Não pode, também, faltar uma boa cerveja, alguns cigarros e uma xícara bem grande de café requentado, adocicado, quase como mel. E seguida, um livro. Preferencialmente "O Cordeiro", de Christopher Moore ou "Crepúsculo dos Ídolos", do bigodudo Friedrich Nietzsche, e "cair nos braços de Morfeu", adentrando meus mais profundos sonhos bons, onde jazem todos os meus maiores anseios.
Repito: hoje o dia foi meu; e o será amanhã, depois e depois. E disso ninguém jamais abster-me-á.
"I throw myself into the sea/ release the wave, let it wash over me."
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