sexta-feira, 24 de maio de 2013


"Olhe em meus olhos, percorra pelos meus caminhos/ e veja porque sou desta maneira./ Veja sua vida começar a se desfazer,/ veja sua vida começar a decair./ Esta floresta, outrora fora cheia de vida,/ até que chamas começaram a acender-se.../ veja tudo ser destruído./ O que era belo, tornou-se desprezível./ Este é meu mundo, e dele não posso escapar..../ Não importa quão alto eu grite,/ não importa o quanto suplique,/ meus lamentos/ hão sempre de cair em ouvidos  surdos./ E então, enquanto através de meus olhos vislumbra,/ você pode começar a compreender porque sou deste jeito./ Ninguém pode salvar-me,/ minha destruição já começou."

—Happy Days, Broken. 2012, "Cause of Death: Life".

quarta-feira, 8 de maio de 2013

"E onde quer que eu vá...


...este pedacinho de casa continua trazendo-me de volta a ti.
Estendo-lhe as mãos, através de montanhas, mares e céu. Eu reflito sobre tudo aquilo pelo que lutas, e a esperança nunca há de morrer.

Então, erga teu coração, pois os bravos sempre vão adiante. Enquanto distantes estivermos um do outro, ergueremos o vermelho, branco e azul.

Agora, estou retornando ao lar novamente. Retornando ao lar por ti. E, enquanto viajava, este pedacinho de casa a ti trouxe-me de volta."

terça-feira, 7 de maio de 2013

Daily Quotes: "Sketches of Reality"


"Esboços da realidade que com o original nunca batem...
Completo as lacunas ao prever seu conteúdo incompleto, imperfeito, falível.
Palavras não são suficientes para descrever a imagem, para entregar a mensagem quando as rochas da construção estão a esfacelar-se e os muros estão a desabar.
Como podemos nós erigir monumento ou mesmo sonhar construir um palácio? Que estrada pode ser encontrada usando-se de mapas vazios? Que verdade pode ser estabelecida utilizando-se de ferramentas quebradas? Que respostas podem aparecer pela direção cega?

As imagens permanecerão meros rascunhos, representações incompletas da realidade enquanto, a passos cambaleantes, tentamos subir as escadarias, na espera de obter o vislumbre de um sonho."

— Nae'Blis. Sketches of Reality, 2007.

Devemos...

viver e deixar viver. Esquecer ou perdoar?

"Kom død, kjære død"

No fim desta noite fria, poucos pensamentos vêm ainda ao meu encontro. Como sempre, ligo o som, deito e folheio um livro qualquer com o mero intuito de distrair-me. A vida oscila entre um contínuo pesar e um júbilo temporário. Já não sei o que faz bem, o que faz mal; habituei-me a efetuar um passo adiante e uma dezena deles para trás.

No desfecho de tudo, talvez só queira uma resposta. Resposta que talvez há de vir apenas após o derradeiro suspiro. "Venha morte, querida morte!/ Dê-me as respostas a todos os questionamentos;/ entregue-me a chave/ que a todas as portas do mundo destranca/ e a todos os nós do mundo desata". Talvez tenha sido isso que quis dizer Varg ao escrever Valen. E, mais do que nunca, talvez esteja ele certo, afinal, não?

domingo, 5 de maio de 2013

A verdade...

...é que o teu passado, teus problemas psicológicos, teus anseios e teu desejo não são desculpas para certos erros. Na realidade, o erro só é aceito quando não se tem conhecimento do que é o certo a se fazer. Quando se sabe, torna-se burrice, ignorância. Errar é humano, sim. Mas isso jamais será uma justificativa sensata para errar quando já se sabe dos resultados adiante.

"A vida...

...é uma urna de barro sobre o manto terrestre. E eu sou as cinzas sobre o solo...
nós somos as chagas, a grande e gélida morte da Terra. Escuridão e silêncio, as luzes hão de se apagar."

Não à toa é essa a canção impressa como subtítulo.

Sem título

Tragicômico é você se sentir um vidente: prever a merda acontecer e ver que estava sempre certo.
Espero que teu egocentrismo lhe afogue, agora tanto faz. Aquele sentimento afável, de querer sempre o bem já passou. Agora, meu amor não lhe pertence; à alguém superior pertence agora meu coração. Isso por si só já me faz extremamente feliz.

sábado, 4 de maio de 2013

Sem título

Hoje o dia foi só meu, como será também o amanhã e o depois.

Há tempos já não sabia o que de fato significava ter a mim um dia. Aprofundar-me em meu próprio mundo, cheio de qualidades e defeitos, erros e acertos.
Conhecer novas pessoas, lugares. Também filmes, músicas, artistas, bebidas, (por que não?) e outras coisas que há muito já não apreciava com o mesmo paladar de outrora.

Agora, ligo um filme. "O Exorcista", de William Peter Blatty, é claro, para recordar-me dos bons tempos puerícios na casa dos amigos, onde éramos experts em filmes de horror para assustar as garotas, abraçá-las e levá-las 'para o canto'. Não pode, também, faltar uma boa cerveja, alguns cigarros e uma xícara bem grande de café requentado, adocicado, quase como mel. E seguida, um livro. Preferencialmente "O Cordeiro", de Christopher Moore ou "Crepúsculo dos Ídolos", do bigodudo Friedrich Nietzsche, e "cair nos braços de Morfeu", adentrando meus mais profundos sonhos bons, onde jazem todos os meus maiores anseios.

Repito: hoje o dia foi meu; e o será amanhã, depois e depois. E disso ninguém jamais abster-me-á.

"I throw myself into the sea/ release the wave, let it wash over me."

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Nota de falecimento: Jeff Hanneman


É, parte hoje mais um ídolo.
Acabo de chegar em casa, ligo o computador, e a primeira notícia que parece explodir como uma hecatombe em minha tela, é a do falecimento do instrumentista Jeff Hanneman, guitarrista do monstro do thrash metal californiano, o Slayer.

Sequer alongarei este escrito: poucas palavras bastam. Afinal, o legado que deixa Jeff a nós é algo impressionante. Basta ouvir o primeiro disco do Slayer, Show no Mercy, de 1985, para se ter uma idéia do talento desse cara que, hoje, certamente deixará saudades.

Não sou o maior apreciador do mundo de homenagens post mortem, até por motivos bem evidentes. Mas, como é esse um caso à parte, deixarei os meus reconhecimentos. Afinal, também fui eu um daqueles jovens esquisitos do colegial que cresceu com o Slayer em sua trilha sonora.

Descanse em paz, Jeff!


quinta-feira, 2 de maio de 2013

Aurora

É chegada a alva. E com ela, novos anseios, novos horizontes, novos amores.
Em grande parcela desapareceram-se meus temores. Desapareceram em tuas longas madeixas de cor carmesim; em tua pele branca como a neve; em teu corpo de glória reluzente como uma supernova, que a todo o meu espírito cativa e que ao meu coração parece arrancar com um único abraço, num simples toque de lábios; em teu olhar penetrante, que parece devorar-me por inteiro, como faz um buraco negro, com uma simples fitada ao fim de uma tarde qualquer, transformada num vislumbre de um sonho por tua ilustre presença.

Permito-me agora a mim mesmo perder em teus caminhos. Em meio a diálogos intermináveis que fogem aos limites do imaginável, tão agradáveis e envolventes que por vezes parece fazer-me recordar que algumas vezes ainda vale a pena tentar, que o famigerado homo sapiens talvez digno ainda seja de indulgência. 

Ao fim da noite, abraço-a. E, neste exato momento, desejaria ver cessar o tempo-espaço. Que me importaria o Caos inicial? Que me importaria o resto se eternamente pudesse estar envolvido em teus braços, sentindo teu cheiro de ameixas brancas enquanto em teus lábios entrelaço os meus, numa sinergia até então jamais vista?

"Yeah, you shook me all night long!".