sábado, 21 de setembro de 2013

E eu vou fingir.

Eu vou mascarar, eu vou mentir. Vou mentir a mim e a todos.
Fumar mais um cigarro, tomar mais um porre, repetir "Scorpions & Drought" pela milionésima vez, me anestesiar de todas as maneiras jamais imaginadas. Me distrair enquanto me jogo nos braços de mais uma desconhecida, numa outra noite qualquer, até esquecer tudo. Até esquecer que era em teu seio que outrora encontrava meu acalento.
Eu deveria pensar, eu deveria me permitir sentir, viver e deixar viver. Mas eu não, eu prefiro me dopar. Me drogar de uma falsa realidade que criei, para fingir que está sempre tudo bem, que não há nada de errado; Que por trás de meu ébrio sorriso não há um pranto silencioso que ecoa dentro de minha cabeça, rasga minha carne e dilacera meu coração; que eu não me importo, que eu quero que tudo se foda, que vá tudo para os infernos; tentar acreditar em minhas próprias mentiras. Afinal, o que é a mentira, se não o unificador dos povos, a raíz da existência humana? Não é o fingimento a miragem do oásis naquele deserto sem vida e infestado de escorpiões chamado amor?