Eu lhe escreveria uma bossa ou um samba. Mas não é esta a minha praia. Não é o Chico Buarque, não é Adoniran, não é Cartola. É a guitarra elétrica distorcida, o tremolo, o blast beat, é isso que quero escutar. É o rasgado lírico, a poesia obscura, o sentimento em trevas.
Mas, por ti, posso amenizar a mim mesmo. Posso lhe fazer mil juras de amor com Pink Floyd ou Led Zeppelin. Afinal, quantas vezes minha vida não foi e é Wish You Were Here quando penso na minha garota com amor nos olhos e flores sobre os cabelos? Ou quem sabe Beatles, quando tudo o que eu preciso é amor? O teu amor. Poderíamos fazer amor mil vezes ao dia, enquanto me hipnotiza lentamente até que eu não possa mais crer em meus olhos, sentindo teu toque de maldade com o Judas Priest ao fundo. Mas não importa. Agora, tudo o que eu quero contigo é desperdiçar amor com Iron Maiden e lhe dizer que o futuro nunca morre com Scorpions.
sábado, 22 de junho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Amor eu tenho de sobra; adoraria pô-lo numa caixinha embrulhada para presente, com seu nome num cartão. Mas é difícil, eu não sei como fazê-lo. Ele já é teu, mas não percebesse ainda, talvez não tenha deixado transparecer... queria apenas que compreendesse que, por mais frio que eu tenha parecido, meu coração sempre se manteve contigo. Em tuas mãos e cabelos. Acalentado em teu seio, ainda que num silêncio cadavérico.
Ah, o amor...
domingo, 9 de junho de 2013
Para onde foi Mefistófeles?
Hoje eu só queria estar chapado, anestesiado; só queria escapar de tudo. Já faz tempo, a vida parece-me não tão próspera quanto podia ser outrora. Tudo parece cada dia mais pesado.
Adoraria experimentar a tudo, como um Fausto. Mas onde está meu Mefistófeles? Onde está aquela figura elegante, culta e poderosa que levar-me-ia ao ápice do experimentalismo? Onde está esta criatura inconsequente? Estaria nos recônditos de meu coração? Estaria ele vagando por entre os colossais abismos de minha mente?
Às vezes gostaria de poder no tempo retroceder. Retornar ao ponto onde tudo parecia mais fácil. Um momento, talvez, imaginário, fantasioso. O pouco de razão em meu âmago jamais foi capaz de deixar-me absolutamente em paz. Agora, sobretudo, esta persona excêntrica, desprovida de objetivos, gélida e austera que hoje faz-se a mim comum parece ter mutilado, assassinado um outro eu, deixando apenas uma fagulha esquecida daquilo que poderia trazer de volta a cornucópia de cores e sensações que às outras pessoas parece tão usual, mas que a meu ser, não passa de um devaneio qualquer, intangível e até insensato.
Mas como todo e qualquer ser que ao demônio sua alma entrega, eis-me aqui, desfrutando, agora, apenas a danação. A danação do conhecimento; a danação da existência e de todos os males possivelmente a ela associados, ainda que a recompensa deste pacto sequer me tenha sido entregue. De maneira inexorável, sem perdão, sem indulgência. A última centelha antes do retorno àquele vácuo de onde nunca deveríamos ter saído.
Sem mais, Mors omnia solvit.
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Sem título
"Eu caminhei até um rio e, sentado [à sua margem], refleti sobre o que há de ser feito.
Uma oferenda carmesim fluiu adentrando as águas abaixo, uma chaga do espírito que flutuou e desapareceu... como toda esperança e sonho que outrora mantive, ela foi-se embora num anseio — um anseio de um mundo melhor — e em direção ao mar flutuou."
—Agalloch.
domingo, 2 de junho de 2013
Nós somos melhores mortos
"O que fizemos, nossas experiências e memórias passadas estão gravadas em nossas peles, como cicatrizes de um sofrimento interno. Não mais somos que destroços vazios, de existência fútil e desamparada. Somos melhores mortos!".
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