terça-feira, 7 de maio de 2013

"Kom død, kjære død"

No fim desta noite fria, poucos pensamentos vêm ainda ao meu encontro. Como sempre, ligo o som, deito e folheio um livro qualquer com o mero intuito de distrair-me. A vida oscila entre um contínuo pesar e um júbilo temporário. Já não sei o que faz bem, o que faz mal; habituei-me a efetuar um passo adiante e uma dezena deles para trás.

No desfecho de tudo, talvez só queira uma resposta. Resposta que talvez há de vir apenas após o derradeiro suspiro. "Venha morte, querida morte!/ Dê-me as respostas a todos os questionamentos;/ entregue-me a chave/ que a todas as portas do mundo destranca/ e a todos os nós do mundo desata". Talvez tenha sido isso que quis dizer Varg ao escrever Valen. E, mais do que nunca, talvez esteja ele certo, afinal, não?

Nenhum comentário:

Postar um comentário