Eu jamais me importei com datas comemorativas. É fato. Ontem, contudo, pela primeira vez, algo aconteceu...
As ruas estavam cheias, especialmente de casais, e isso me feriu. Me feriu ver todos eles trocando carícias e não poder ter feito o mesmo, porque você não estava lá. Estranho, não?
Na verdade, não foi essa a maior estranheza que senti. A maior, mesmo, foi ter vagado pelas ruas, procurando em cada canto a tua presença. Confundindo qualquer silhueta com a tua; procurando um meio de lhe trazer até mim...
Me perturba simplesmente a idéia de ver-te um dia nos braços de outro que não eu; ou mesmo a de não estar nos braços teus.
É, meu amor... é estranho não te-la aqui para ouvirmos o que gostamos, ou ver as séries que tanto estimamos; recordar de todas as vezes em que você me disse que nada te faria deixar-me ir embora uma vez mais... terrível pensar no dia em que você me disse não entender como pôde, por dois meses, deixar-me ir.
Eu não acredito num fim. Eu ainda aguardo -- como o fiz durante toda a semana -- aguardo ansiosoamente que você, em breve, apareça novamente no portão de minha casa. Não para me pedir desculpas ou algo assim. Mas apenas para que estejas junto a mi e, como você me disse naquele SMS recebido antes de um show, um dia antes de nos encontrarmos, "fazermos o que sabemos de melhor".
Eu amo você, é fato. E espero que, ao ler estas palavras úmidas pelos prantos, ao menos pense no que ainda podemos fazer, em todas as coisas que ainda poderíamos construir.
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