sábado, 2 de novembro de 2013

Dos Homens de Fé

Há sempre nas praças públicas os novos "mensageiros das boas-novas". Sempre vestidos como empresários mal-sucedidos, portando seus livros de capa preta e vociferando, mesmo a quem não deseja ouvir, palavras intimidadoras sobre a vinda do reino dos céus, do messias, do filho de Deus e do lago de fogo e enxofre onde aqueles que considera "profanadores da verdade" hão de ser punidos com tormentos, choro e ranger de dentes.

Na verdade, o cristão fundamentalista é, em sua essência, uma amálgama de uma série de fatores extremamente perceptivos: esquizofrênico, viciado, sadista louco e... sem fé. O que o mesmo crê ser sua prova majoritária de devoção à divindade é pura esquizofrenia e insanidade. Assim, ele refestela-se nos devaneios psicológicos perturbados de sua mente e, para enfatizar e convencer a si mesmo, a cada dez palavras, é preciso sempre emitir hosanas àquilo que acredita ser seu próprio amor a Deus.
É também um viciado. Pois o mais ferrenho dos crentes é, quase sempre, resultado de estigmas de seu passado, por vezes sombrio, psicopático e carregado de vícios e costumes ilícitos. Em vias de fato sua vontade e índole permanecem as mesmas e ele apenas substitui um vício pelo outro e mascara-se então com uma aura de benevolência e santidade a qual o mesmo não possui jamais há de possuir. E, a exemplo de qualquer outro vício, sua fé traz consigo os perigos de qualquer substância tóxica e entorpecente: para fugir da abstinência, é capaz de matar ou morrer a qualquer momento, porquanto, dependente, ele ignora o mundo real e prefere viver uma fantasia imposta por tribais que viveram há milênios. E isso une-se, é claro ao teu sadismo, uma vez que o seu maior anseio não é ver o bem daqueles que ama, e sim o mal daqueles que odeia, o "mal dos maus"; o sofrimento eterno de todo e qualquer ser que discorda de suas crenças infundadas e mesquinhas.

Não seria essa, talvez, a razão de ser do homem atual? Não seria esta a via de destruição que nos trouxe a esta era cataclísmica que os mesmos criaram para apoiar suas crenças catastrofistas e apocalípticas?
E há quem use o termo "virtuoso" para estes "homens de fé"...
Sob esse espectro, homens como Charles Manson me parecem bem mais razoáveis que esses "loucos virtuosos" de praça pública.

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